galeriaaschermannblatt.com.br

Caciporé Torres

Historiadores, críticos, sociólogos, antropólogos, psicanalistas escrevem teorias que tal mariposas esvoaçam em torno das obras de arte, porém o pouso lhes seria letal como o da sonda espacial se aproximando do sol.
Suas sacadas, suas ideias, seus paralelos com os eventos históricos e seus obstinados anseios militantes derretem ao encostar na superfície radiante do objeto concreto.
Pois a energia da obra de arte vem do seu núcleo em fusão, no qual ideias, sentimentos e ações – sim, gestos – se fundem num magma ardente que reflete a imagem do universo.
O artista age antes de pensar. Cava um túnel que atravessa a barreira do verbo- esse grande espelho deformante – para encontrar uma visão direta do mundo em que o sim e o não coexistem.
Cava com as mãos na argila, no carvão ou com o maçarico cuspidor de fogo. Primeiro atira, depois descobre a caça que derrubou.
Esta é a aventura interior do verdadeiro artista, do homem que aprende a pensar e enxergar com as mãos e que aprendeu a ver. Do homem que contempla.
Essa é a arte de Caciporé Torres – concreta, “indiscorticável” – monolítica.
Não adianta traçar esquemas para explicá-la, lançar mão de classificações que os marchands usam para transformar tudo em mercadoria. Não adianta procurar ali um posicionamento político e nem tentar alinhá-la ao “espírito do tempo”.
Adianta olhá-la, olhá-la, olhá-la…. até vê-la.

A coisa com círculo vermelho

Box Metal | 135 x 60 centímetros

A vila

Bronze | 55 x 23 centímetros

Big Fish

Aço  100 x 115 centímetros

Vibração 1000

Ferro fundido | 45 x 25 centímetros

Napoleão Assemblage

70 x 50 centímetros

Vibração 1

Bronze | 21 x 19 x 6 centímetros

Torso

Argila crua | 60 x 50 centímetros

Pandemia

Aço | 70 x 40 centímetros

Montanha distante

Aço| 73 x 55 centímetros

Brasão

Aço | 73 x 55 centímetros

Galeria Aschermann Blatt - Logo png - Ocre