A Galeria Aschermann Blatt se propõe a trazer para a cena brasileira artistas, pensantes é claro, mas de sólida formação técnica e amplo domínio do “métier” renovando a concepção do objeto de arte enquanto objeto destinado a atravessar o tempo, para que o tempo, este sim tenha a palavra final sobre sua pertinência histórica e seu valor cultural.
Estamos aqui para pensar o longo prazo e para olhar a produção artística brasileira e Internacional sob uma perspectiva alargada que não se esquece nem dos gregos que superaram Cronos, nem da tradição europeia com suas preciosas heranças do saber fazer e nem das nossas raízes “afro-tupis”.
Formação técnica aqui deve ser entendida num sentido amplo e ancorado na experiência real das manipulações da química e da mecânica da pintura e da escultura partindo dos conhecimentos transmitidos pelos Antigos para depois incorporar as novas ferramentas e os novos materiais contemporâneos, mas sem jamais perder de vista que o bebê importa mais que a água do banho.
Trazemos logo de início Caciporé Torres, que dispensa apresentações, João Monteiro formado na belas artes de Paris e com longa vivência na França, Blagojco Dimitrov, formado na Macedónia, antiga Iugoslávia já há 30 anos ensinando no Brasil e observamos aqui com Boris Groys que se os países da então “cortina de ferro” sofreram a ditadura do realismo socialista por um lado, por outro a ele devem a preservação da técnica e do saber fazer que tanto nos importam. E finalmente Marieta Blatt que foi discípula desses 2 mestres.
Esperamos contribuir mostrando artistas que atuam n Brasil e desenvolvem um olhar e uma iconografia brasileiros, porém a altura da melhor produção internacional.